Por uma Nova O.M.C – A Caminho da Diretoria de Direitos Humanos

A atual conjuntura impõe transformações, novas formas de pensar, de agir, assim como nos obriga a rever posições de nossa base ideológica a partir dos novos contextos políticos-ideológicos em que nos encontramos.

O primeiro que menciono é o fato de, em virtude da política implementada no governo Lula, e agora no Dilma, termos nos tornado uma potência econômica e política.
Nossas responsabilidades como maior país do cone sul, como líder da América Latina, Unasul/Mercosul, nos coloca o desafio de na condução da política externa termos de encarar ocasiões para as quais não temos formulações.
Outrossim, nossa política econômica levou o País a uma transformação de suas bases sociais, da estrutura social do Brasil.
Fato esse que sustenta parte de nossa exitosa política externa. De uma parte nossa atuação na criação do eixo sul-sul, G20, a liderança junto aos países Africanos em suas pautas principais, assim como a nossa próprias pautas defendidas com exito e reconhecimento internacional.
Podemos neste momento colocar em cheque o modelo internacional de relação entre estados construído no pós-guerra, expressos pelos acordos de Breton Woods.
O Brasil pela primeira vez expressa seus valores internacionalmente se colocando como um modelo diferente e oposto ao professado pela Europa e Estados Unidos. Oposto nos principais temas: defesa intransigente dos direitos humanos, condenação de toda forma de invasão, defesa da autonomia de todos os povos.

Existe uma reestruturação dos organismos multilaterais em curso, provavelmente em virtude do novo ordenamento do sistema internacional de Estados. Valorizar estas entidades coloca o Brasil em posição estratégica dentro do novo campo de forças que se organizando, permitindo um diálogo diferenciado com outros países. Principalmente com aqueles se encontram fora da agenda da Europa e E.U.A.

Buscar a Etiópia e os países Africanos mais do que um sinal de respeito e compreender o futuro que se apresenta: um provável fechamento da Europa e E.U.A em um bloco econômico que visa excluir os emergentes de seus mercados, principalmente a China.

A candidatura de Paulo Vanucchi a Diretoria de Direitos Humanos expressa a mesma política. Caso venha a se concretizar será uma vitória para todos os movimentos sociais nacionais e representará uma radical mudança na direção da política da instituição. O Brasil se interessa por uma política sóbria que valorize a dimensão humana das relações, precisamos destravar as entidades multilaterais para podermos imprimir a possibilidade de um diálogo humano e ético dentro do sistema internacional de Estados.

 

 

 

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