O Custo – velhas e novas formas de disfarçar a visão neoliberal

A aparece de forma fácil no debate o conceito de custo, o mesmo surge como uma forma de discutir as melhores formas de conseguir “competitividade”.

Contudo, a discussão nunca acontece demonstrando que existe um ponto de vista por trás da forma como é colocado  o próprio debate.

As condições específicas que estão por trás da formação do preço, assim como acontece   Com a própria competitividade. Nem sempre um é sinônimo do outro.

Sobretudo, quando se coloca a questão do custo omite-se que está se falando do ponto de vista do produtor, se de um lado fala-se sobre tudo aquilo necessário a produção do produto,  contudo, a determinação do preço depende de mais fatores. Como por exemplo a relação entre procura e oferta.

Outro quesito é o valor  da moeda, no caso o Real.  isso porque os EUA desde a crise de 2008 vem realizando um compra generalizada daqueles títulos podres gerados pelos bancos americanos,  com isso o país referido gera uma liquides de moeda americana no mercado internacional.

Isso é um problema porque  a enxurrada de moeda americana produz um efeito de desvalorização do dólar mundialmente.  Artificialmente os Estados Unidos ao desvalorizar a sua moeda valoriza as demais moedas, sobretudo as dos países BRICS.

A desvalorização da moeda é um subterfúgio para deixar seus produtos mais “baratos” relativamente em relação aos produtos do BRICS, com o dólar mais barato fica mais fácil comprar produtos, insumos ou bens de produção necessários para fazer crescer a  produção.  Uma vez que nem sempre temos aqui todas “as indústrias da indústria”,  fato que faz nossa balança comercial ficar negativa em alguns momentos.  Devido ao seu alto valor agregado.

Com isso quero dizer que a estratégia americana escapa a qualquer capacidade de qualquer produtor aqui. É independente de qualquer que seja o “custo Brasil”

Aėcio e Eduardo Campos nesse sentido quando falam apenas em infra-estrutura e “custo Brasil” querem atingir dois públicos. Por um lado há muitos interessados em realizar compras no exterior e apenas revender aqui dentro. Sem como isso produzir nada, nem construir sequer um emprego. Mas sobretudo, sem construir a indústria nacional. Para os “Grandes detentores de capital” importar e montar aqui é mais interessante do que produzir aqui, investir em pesquisa, universidades e etc.

Vale notar que falam em custo e nunca em pesquisa, uma vez que é aqui que podemos desenvolver mais técnicas e tecnologias que possam reduzir os custos e criar novas formas de indústrias.

O outro público é aquele que acredita que a redução do custo levaria a uma necessária redução do seu custo para o consumidor. Com isso eles contam com a imprensa que não explica ao eleitor os muitos meandros dessa discussão, e  como parte do debate passa por questões externas.

Bom, se falta informações para o eleitor geral sobre essas questões ao grande investidor Aécio não deixa faltar. Ele logo diz que sua política externa será “pragmática”.

O que significa esse pragmático? Significa que ele garante ao o investidor o retorno do seu lucro, mas que não se fiara por proteger a indústria nacional permitindo a importação de qualquer lugar, permitir um retorno alto por meio dos juros, e reduzir as condições de que os preços variáveis sobretudo salários.

Pragmático também quer dizer que internacionalmente permitirá que o Brasil realize mais pagamentos da dívida do que investimentos,  significa que vai tirar dos aumentos com ganhos reais dos salários para colocar no retorno via juros. Aqui cabe dizer também que faz parte desse discurso defender a “redução dos gastos” público , que. Significa a mesma coisa quase, mas com a diferença que nesse caso se enfatiza para o investidor que o dinheiro das contas do governo não seriam usadas em obras, saúde, educação, etc.

Mas como e porque defender um ministério “da infraestrutura” ? Bom, não há contradição nesse ponto porque os mesmos defendem a realização privada das obras, e não pública. Ou seja: privatizado as obras.  O BNDES vira o grande garantia de financiamento para o grande investidor,  seja de onde ele for.

Lógico que existe alguns debates aqui não colocados, como a dos impostos. Reforma tributária, e etc. Mas considero que nesse momento essas promessas são formas de encobrir questões mais centrais e menos debatidas.  Neste sentido o ponto de vista sempre enunciado esconde que  fala com o discurso do “grande investidor” ,  e seus meandros  escondem que vão de encontro ao que o industrial e trabalhador brasileiro defenderiam se tivessem voz nesse debate.

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