Algumas contradições de Marcelo Oliveira

marcelo oliveiraDifícil ver um time que corre sem saber para onde. No dia da Chape eu esperava que o Felipe Gabriel fosse escalado titular, junto com o Alione. Mas para minha surpresa entram jogadores já cansados do grande esforço feito no jogo contra o Inter. Para que ter elenco se temos um técnico que não o usa?

 

Penso nisso pelo seguinte, em alguns jogos o Gabriel Jesus sofre por estar jogando seguidamente, jogos de grande intensidade ou pela seleção. Não era hora de usar o elenco? Em um jogo em que o Palmeiras estava perdendo (não me lembro qual) havia no banco um jogador que esteve em final de Libertadores (Mouche) e outro que fez grande jogo em última partida do campeonato Português (jovem mas já com alguma experiência: Kelvin), além do próprio Gabriel. Quem ele escolhe? O menino. Eu tenho total confiança de ele é nosso craque do futuro, mas um técnico não deveria perceber que em uma situação de pressão é melhor um jogador mais “rodado”?

 

Isso porque o Gabriel Jesus ficou no time a meu ver contra a vontade de Marcelo Oliveira, ele só não o tirou porque foi um dos motivos para a queda do técnico anterior. Dito isso, ontem, sabendo que o menino vem da seleção o nosso técnico mais uma vez faz uma substituição sem pensar, queima o volante que vem jogando mal, coloca o menino que vem cansado. Isso porque ele bem poderia ser poupado para o jogo com o Fluminense. Muito mais importante que o jogo de ontem. Ou, não é?

 

Tudo isso para não resolver o problema central – a armação do meio campo. Ele sempre substitui volante por volante, e atacante por atacante, e sempre para que esses façam o trabalho de armar. Por que não usa os meias? No jogo da chapecoense poderia ter entrado com o Felipe Gabriel, não entrou. Nunca entra. Então não pode usar essa desculpa que está sem o “armador” Robinho e que o Felipe Gabriel está no departamento médico, porque ele nunca faz uma substituição para armar. Também não é verdade que não há meias, tem além desses os da base e o Aranciba.

 

Ai percebemos outra contradição. O Gabriel Jesus está no time, assim como João Pedro, mas nenhum outro tem chance. O técnico não dá uma única chance aos meias que tem, por que o Aranciba não pode entrar jogando um dia? por que não faz o teste? ou com o Juninho ou outro meia? ou o volante da base que faz a mesma função do Gabriel? por que sempre tem que reclamar do departamento médico e nunca usar o elenco? Se o Gabirel Jesus aguentou a pressão os outros também podem conseguir.

 

Canso de ver matérias aqui e em outros sites dizendo “argentinos e Felipe Gabriel treinam muito bem”, “golaços de Mouche e Felipe Gabriel”. Por que não muda o esquema tático e joga com a dupla Cristaldo e Barrios? por que não joga em um hipotético 4-3-3 com Mouche-Brarrios-Cristaldo?

 

Ou em um 3-5-2 com Aranciba e Robinho e na frente Barrios e Cristaldo?

 

Quantos milhões de jogos precisa a mais para ele ver que esse esquema tático não funciona? Concordo com a cobrança aos jogadores. Mas a meu ver não dá para jogar bem em um time sem esquema tático e sem padrão de jogo.

 

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